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Quem já nasceu sabendo amar? Apenas o meu amigão.

Quem é o meu amigão?

Essa semana perdi um amigão, mais que um amigo, era parte da família. Alguns os chamam de filho, outros de irmão, neto etc. Não entendeu de quem estou falando? Não? Me refiro ao meu cachorrinho. Pequeno, pretinho com uma mancha marrom no peito que ao ficar velho já estava ficando branquinha, 14 anos de amizade, brigas, mordidas, rosnados e por aí vai…
Chegou bem filhote em nossa casa, meio perdido, chorão e triste por estar longe da sua mãe, algo que realmente corta o coração. De dia fica perambulando pela casa tentando descobrir tudo e a noite dormia na minha cama, só assim parava de chorar, eu fica muito feliz de saber que lá comigo ele ficava mais calmo e dormia quietinho.

Daí pra frente sempre fomos muito unidos, toda manhã era uma verdadeira festa. Muito colo, brincadeiras e destruição, todos sabemos como filhotes adoram destruir tudo pela frente, minha mão ficava dolorida, mas fazer o que, ela mesmo tinha trazido essa figurinha pra nossa casa.

Os anos foram passando e nós ficávamos mais velhos, lembrando que em sua chegada, eu só tinha 13 anos e acompanhou toda a minha adolescência e a virada pra vida adulta, sempre ouvindo as lamentações e alegrias, no fim das contas 14 anos se passaram e ele se foi. Nos últimos dois anos eu já não vivia mais na casa da minha mãe, mas sempre estou por lá pra visitar minha família e juntamente a isso já fazer um carinho nos bichinhos que sempre quando chego, fazem a maior festa, assim como todo animal que ama o seu dono.

Por quê tão cedo? Por quê não vivem mais, assim como nós humanos? A resposta está na vida dessas coisinhas que amamos, é tão explicito como o animal nasce sabendo o que é amor, sabendo amar mesmo quando não  há nada em troca, mesmo quando “humanos” os maltratam, batem e os deixam sem comer, sem água e afins, eles ainda balançam seus rabos quando os donos chegam, fazem uma festa quando recebem um pouco de carinho ou apenas escutam seu nome com uma voz de criança (coisa que todos fazemos).rs

Sempre relembramos os tempos de criança e o saudosismo nos pega, como era bom ser criança, como era bom não ter responsabilidades e brincar com os amigos e tudo mais, quando estamos com nossos animais voltamos a esse tempo, por alguns minutos voltamos a ser criança, sem ter medos, sem ter vergonha de quem está à sua volta, esquecemos os problemas e ficamos lá rindo atoa com os bichinhos sabendo o quão felizes eles ficam também.

Fora a parte de quando estamos triste, doentes ou algo do tipo, eles sempre ficam próximos com aquela carinha dividindo o momento com você,  as vezes até escutando o choramingo de seu dono, prestando atenção em tudo sem dizer nada. haha Mas o olhar diz tudo, ele te entendem e sabem que você se sente triste, muitas vezes sem fazer nada e apenas ficando ao lado. Isso já te dá ânimo pra voltar e na sua primeira palavra mais feliz, o seus rabinhos já começa a balançar.


A maior diferença entre nós humanos e os animais de estimação, sejam eles, cães, gatos e etc é que o humano viverá e morrerá tentando descobrir o que realmente é amar de verdade, coisa que o animal assim que nasce, já sabe com toda certeza. Nasce e vive amando, cuidando, mesmo que de uma forma diferente, até mesmo quando te morde do nada.

Deixo aqui uma dica bem básica pra todos: se você tem uma animal de estimação, não importa qual seja e nem mesmo à raça, ame-o como família, como filho, irmão ou neto, ele nunca vai te abandonar, sempre estará ao seu lado em momentos ruins ou bons, vai te amar incondicionalmente e nos momentos que você precisar ser protegido ele vai estar lá de alguma maneira. Aproveite muito bem o tempo com eles, ele vivem tão pouco, mesmo que vivessem 20, 30 anos, ainda seria pouco por todo aquele amor que eles têm.

Escrevo esse texto como homenagem ao meu Tobi, cão, amigo, irmão, filho e tudo que há de bom no mundo, parceiro de quatro patas que vai fazer muita falta, mas que estará em meu coração eternamente…Agora tenho que aproveitar o máximo de tempo com os que estão nas minhas famílias, tanto na casa da minha mãe quanto aqui em minha casa…

AME.

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