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Sétima arte. Como não amá-la?

Há poucos dias fiz uma postagem no meu perfil do Facebook relembrando um antigo cinema que fez história na cidade de Jundiaí e fechou as portas na década de 90. Fiquei feliz com a repercussão, foram tantos comentários nostálgicos e positivos.

Isso me fez refletir como a sétima arte é importante não apenas no meio cultural, mas também na sociedade.

No início do século passado, o jornal e o rádio eram ferramentas do meio de comunicação de massa, mas muita coisa mudou quando “o ver” entrou em ação e as pessoas passaram a enxergar cenas do cotidiano assim como a ficção. Ficção a qual nos levou a ver seres extraterrestres cercando e perseguindo terráqueos na Lua, com o filme Viagem à Lua (Le voyage dans la Lune), em 1904.

Já em 1993, o longa a Lista de Schindler nos levou ao drama dos Judeus no holocausto nazista de 1939. É um filme que choca, emociona, comove e revolta. Uma verdadeira obra de arte!

A menina do vestido vermelho em A Lista de Schindler
Uma questão que vale refletir é: a vida imita a arte ou a arte imita a vida?

Vale lembrar que o setor cinematográfico influência setores da sociedade desde a época em que os filmes americanos bombaram e mostraram ao mundo o sonho americano.

Lembro que na faculdade de jornalismo li um livro que falava justamente sobre a influência do cinema no cotidiano e um capítulo que me chamou muito a atenção foi o gênero guerra. Temos o exemplo popular da série Rambo, que bombou na década de 80 e levou o ator Sylvester Stallone ao estrelato. Não é preciso ir a fundo para notar que um único soldado representava toda a força de uma nação contra os seus maiores inimigos comunistas. É o exemplo da propaganda projetada!

Um outro exemplo que costumo dar entre a relação ficção x realidade, é um filme que pode até parecer besta, chamado de “Marley e Eu”. Fui ao cinema assistir e cara, sofri como se aquele cachorro fosse meu. “Ahhhhh, é um filme tonto com apelo emotivo e estou acostumado com essas emoções”, pensei antes de entrar. Sim, é emotivo. Tonto?! Tenho as minhas dúvidas, já que foi difícil ver aquele cachorro sofrendo e causando tanta tristeza.  Vi uma única vez e prometi nunca mais! rs Assim como o drama “Menina de Ouro”, entre outros.

Cult X Pop

Não me assusta ver filmes e fãs de mãos dadas por gerações e gerações. Temos o exemplo da saga Star Wars. São fãs fieis que respiram essa cultura, realizam encontros, eventos e consomem todos os tipos de produtos.

Mas não são apenas os cult’s que sobrevivem. O apelo comercial também é forte no setor. Muitas vezes uma série cinematográfica começa por um propósito e vive por outro. Exemplo da série “Sexta-Feira 13”, onde o consagrado “Friday the 13th” (de 1980) repercutiu de uma maneira tão positiva, que acabou virando uma franquia totalizando dez filmes. O personagem Jason Voorheers, que aparece poucos segundos no primeiro filme e cuidado com spoiler, a sua mãe é a assassina do filme, virou a maior referência do terror e hoje faz parte da cultura pop. De cult a pop!

Acredito que até um soldado do Estado Islâmico conheça a figura do bruxo Harry Potter, assim como um monge tibetano sabe quem foi Charlie Chaplin.

Ame o cinema, crie ligação com personagens e filmes!

“Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação”. – Charles Chaplin

 

 

 

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