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Casamento, sorte e moedas

Cara, teste sua sorte e jogue uma moeda para o alto. Não importa qual lado você tenha escolhido, a chance de você acertar é de 50%. Saiba que está é a mesma probabilidade de um casamento terminar em separação.

Mas existe uma diferença fundamental entre as duas coisas. Vem comigo.

O resultado obtido com a moeda é fruto do acaso. É um resultado aleatório, ou seja, independe da vontade de quem joga a moeda. Se você escolher coroa, mesmo que você torça muito, faça todo tipo de reza brava, a chance de acertar é de 50%. Se você jogar mil vezes a moeda, probabilisticamente, vai conseguir 500 caras e 500 coroas. O termo aleatório vem de “alea” que em latim significa sorte, acaso.

É curioso que os casamentos tenham um resultado tão parecido. Só que aqui não existe nada de aleatório.É você quem escolhe a sua parceira ou parceiro. Você leva em conta tudo que considera importante. Beleza, inteligência, condição social, instrução, humor. Até mau hálito e chulé também estão valendo como critério de escolha ou de eliminação do candidato.

Mesmo assim, o resultado final fica perto de um resultado completamente aleatório.

Pior ainda, sabe-se que metade dos casais se separam, mas ninguém garante que a outra metade permanece feliz no casamento. Muitos simplesmente não se separam por que sabem que uma separação dá um trabalho danado e o resultado é um salto no desconhecido. Filhos, patrimônio, amigos, família, tudo isso acaba entrando no rolo e seguir sozinho costuma ser um desafio e tanto.

Então, dou de barato que metade dos casais se separam e uma enorme parcela da outra metade permanece infeliz no casamento.

Como é possível que uma escolha tão importante na vida de qualquer pessoa, um compromisso tido socialmente para toda vida, tenha resultados tão ruins?

Leve-se em conta ainda outro agravante. Ao contrário de lançar uma moeda ao alto, que leva menos de um segundo, um casamento normalmente leva muito tempo para ser decidido.

Existe o namoro, a convivência e muitas vezes tem uma espécie de test drive. Enfim, toma-se todas as precauções para que a escolha seja muito bem fundamentada e consciente. Mesmo assim, os resultados são prá lá de decepcionantes.

Como explicar tudo isso?

Não existem muitos estudos conclusivos. Mas não há como fugir de dois fatores determinantes.

Primeiro, os critérios que ainda se usam na escolha dos parceiros parece que não tem dado muito certo. Sabe aquela história de “opostos se atraem“, “duas metades da laranja” e “tampa da panela“? Pois é, escolher parceiros com características e afinidades diferentes das nossas próprias não tem funcionado. Talvez a ideia de “almas gêmeas” seja muito mais apropriada nos dia de hoje.

Segundo, a expectativa que se tem a respeito do amor e do casamento parece estar desajustada com a realidade. Será que as pessoas sabem por que se casam? Será que casar-se é opção pessoal ou pressão social?

Esse papo é longo, cara. Prometo que volto ao assunto em breve.

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Um comentário

  1. Avatar
    Eloisia Nunes de Deus

    Me vi nos critérios da má escolha, rsrsrs, mas resolvi não carregá-la pra o resto da minha vida, muitos acharma um absurdo deixar ir uma pessoa com 3 décadas de convivência, mas o que quis e quero pra mim é uma velhice alegre sozinha ou acompanhada, não quero ser uma pessoa amarga pro resto da minha vida, por estar vivendo uma ilusão de ótica!!

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