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Eu quero é “rock”!

Hoje é celebrado o “Dia Mundial do Rock”. Mundial? Bom, mais ou menos! Um dos únicos países a celebrar a data é o Brasil. Sabemos que somos um povo festeiro. rs

Tudo começou no dia 13 de julho de 1985 com um megaevento em dois países, nos Estados Unidos e Inglaterra, chamado de “Live Aid”. O festival contou com bandas e artistas como Black Sabbath, David Bowie, Queen, Led Zeppelin, U2, The Who, BB King, Paul McCartney, entre outros monstros da cultura que há décadas e décadas trazem mais apaixonados para o nosso lado. Apenas nessas apresentações foram mais de 200 mil pessoas reunidas e 1,5 bilhão de telespectadores em mais de 100 países.

Fazendo um comparativo aos dias de hoje, à situação,pelo menos aqui no país, é um pouco diferente. Mesmo comemorando a data, vejo que o nosso país é super explorado pelos promotores de shows internacionais. Cara, somos apaixonados. Não há como explicar! Amamos as coisas de uma maneira surreal, somos o povo de maior coração e com a música não é diferente.

O problema é você bancar 500, 800, 2 mil reais num festival. Tirando é claro: alimentação, transporte e as malditas taxas do ingresso. Tudo isso associado ao nosso salário mínimo, que chega a ser bizarro! E por isso que reforço, somo apaixonados e mesmo assim, caímos nas garras desse setor que vai bem no foco da ferida, da paixão!

A minha salvação é o país ter entrado para a rota de bandas menos conhecidas pelo público em geral e nada comercial. Excelentes bandas, shows menores, melhores e menos explorados.

Onde e quando à paixão aconteceu:

Em meados dos anos 90, acredito que 93, ganhei a fita k7 “Bad” do Michael Jackson. Não me recordo o título da música, mas passei a ouvir apenas o solo da guitarra dela. Play, rebobinar e play. Eu tinha um tocador de k7 pequeno que também sintonizava rádios AM e FM, e adorava colocá-lo grudado ao meu ouvido.

Neste mesmo ano, fui a uma papelaria na rua onde morava, no centro de Jundiaí, comprar uma cartolina para um trabalho escolar e me deparei com alguns cds (Compact Disk) pendurados na parede. Na hora identifiquei o que seria, pois meu pai havia comprado um da Daniela Mercury, “O Canto Dessa Cidade”, há pouco tempo.

Bom, olhando para aquela parede enquanto o rapaz me devolvia o troco, um me chamou muito a atenção. Era uma capa preta, com um martelo deitado numa poça de sangue.  Sempre fui alucinado por filmes de terror e na hora não hesitei em perguntar sobre ele. “Isso é Metallica e esse álbum chama Kill em All”, respondeu o funcionário.

“Mas o que é isso?” Perguntei curioso. “É uma banda de rock. Você gosta?” respondeu e perguntou.

“Não sei o que é rock. É tipo um filme de terror?” O rapaz sorriu e respondeu “Tipo isso, mas em formato de música com muita guitarra”.

Voltei com a cartolina em mãos, mas com uma curiosidade sem tamanho. Só queria saber o que era esse tal de “rock”, talvez fosse igual à parte da música do Michael Jackson…

Para ajudar, na mesma semana fui à banca de jornal comprar figurinhas para um álbum chamado “A Gangue do Lixo” e acabei ganhando de brinde outro álbum pequeno com algumas figurinhas. Agradeci e quando abri, era do Iron Maiden com fotos de apresentações ao vivo e capas de alguns álbuns lançados e dias depois tive o primeiro contato com a banda Ramones através do vídeo-clipe da música “Blitzkrieg Bop” em um programa que ia ao ar aos finais de semana em um canal aberto.  “Já basta, preciso disso!” pensei.

Bom, de tanto pedir e pedir para os meus pais, ganhei o primeiro álbum do Ramones, que leva o seu nome também no título. Foi o meu primeiro CD e amigo, posso te afirmar que isso mudou a minha vida por completa! A minha formação como indivíduo sempre andou de mãos dadas com a música. São tantos gêneros, vertentes e sub-vertentes dentro do rock que eu poderia passar de 5 minutos listando todas.

Foram inúmeros shows, tantos CDs, gravações de vídeo-clipes em fitas, posteres nas paredes, amigos e tantas histórias…

Meu irmão e eu na adolescência

O Rock é apaixonante, ele provoca, questiona e muitas vezes choca. Ele tem à coragem de expor os sentimentos que a maioria das pessoas não tem!

Ele não tem raça, religião e muito menos classe social.
Apresentação da banda Sepultura em minha cidade, Jundiaí

Os estilos vão e vêm, mas ele, o rock, estará sempre ativo quer você goste ou não.

Vida longa meu querido, você sempre será bem vindo. Obrigado por existir!

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2 comentários

  1. Avatar

    Cara, que da hora sua história. Falei brincando no FB, mas o que lembro de música foi o enterro dos Mamonas, do João Paulo e do Leandro.

    Aí virei fã do Daniel e do Leonardo.

    • Avatar

      Obrigado Gui. Sim, na música também temos histórias tristes. Recordo o que estava fazendo quando soube da morte do Michael Jackon, preparava os créditos do RP2.

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