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Assédio ou paquera?

O assédio sexual contra as mulheres está cada vez mais tomando conta das notícias, um monte delas resolveu denunciar e a coisa ficou feia. Parece que no mundo do entretenimento dos Estados Unidos o teste do sofá ainda prevalece por lá, uma resolveu abrir a boca e outras tomaram coragem e virou uma bola de neve.

Aqui ainda está sem graça, nenhum escândalo de assédio apareceu depois do episódio do ator José Mayer em abril do ano passado, ou os diretores são muito profissionais ou elas encaram numa boa e saem da situação sem constrangimento e de quebra com a auto-estima lá em cima.

Ah calma lá, tem os tarados do metrô, mas isso não sei se é assedio, acho que entra mais no universo patológico ou do fetiche.

Mas ainda bem que vieram as francesas e rebateram as americanas. Se tudo é assedio, como é que fica uma aproximação de paquera ou interesse meramente sexual?

“Desço, rebolo gostoso, Empino te olhando, Te pego de jeito, Se eu começar embrazando contigo, é taca, taca, taca, taca”    Anitta – Vai Malandra

É claro que precisamos separar as coisas, ainda mais quando se trata do profissional. Muitas mulheres são vitimas dos homens que impõem seu poder em troca de benefícios na horizontal e promessas, mas cadê as feministas para gritarem que mulher não é mais sexo frágil e querem os mesmo direitos?

“Agora vai sentar, Vai sentar, Vai sentar, Dou tapinha na potranca, Com o bumbum ela balança, Yuri chama de malandra, Ela vai se apaixonar”     MC Jhowzinho & Kadinho – Agora vai sentar

Eu não vi as mulheres brasileiras ainda se posicionarem sobre esse assunto, acho que tirando o assédio sexual no trabalho, onde muitas são vitimas, acho que as coisas deveriam correr mais soltas, assim como defendem as francesas.

Em qualquer aproximação deve prevalecer sempre o respeito, ao mesmo tempo, não podemos ficar engessados num padrão de comportamento onde as mulheres é que ditam as regras.

Estamos em outros tempos e na maioria dos casos, o homem tem que lidar muito mais com o assédio delas e isso não é um problema, quem é comprometido sai fora ou topa se quiser, e quem é solteiro ou solteira, abre um caminho para algo novo.

O funk desceu o morro, as letras das músicas sugerem muito mais que assédio e são cantadas por elas, e a bunda vai sarrando ate o chão por loiras, morenas, ruivas, negras de classe que vai de A a Z e são todas o ritmo do verão e do carnaval.

Entra na dança quem quer, cai no assédio quem quer.  Mulheres não são mais reféns dos homens, o assunto é muito mais político do que moral.

Se somos o país da bunda, então taca taca taca taca.

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