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Documentário CineMagia resgata a época de ouro das videolocadoras de São Paulo

Foi como ter passado um filme dentro do filme. Assim me senti ao assistir o documentário “CineMagia: a história das videolocadoras de São Paulo”.

O caminho até o Senac Lapa Scipião

Segunda-feira, dia 26 de fevereiro de 2018. Ao sair de casa ainda à tarde, por volta das 15h40, a chuva começava a atingir fortemente o vidro do carro. Foi aí que percebi que o caminho entre Jundiaí a São Paulo não seria nada fácil. E assim foi!

Chuva, muita chuva! Nem mesmo o limpador de para-brisa deu conta de manter a visão. Mas o pior estava por vir:  chegada à capital. Logo de cara, tudo parou! A partir daí, caro amigo, o caminho foi demorado. O velocímetro não passava dos 5 km/h até atingir a ponte que sai da Marginal Tietê e segue a Avenida Salim Farah Maluf.

Alagamento! E todo mundo fugindo do pequeno lago. Na chegada da casa da Erica, minha namorada, o relógio marcava 18 horas. O céu já havia escurecido e a chuva deu uma trégua. O motivo dessa aventura na cidade de concreto e aço? A exibição e debate do documentário “CineMagia: a história das videolocadoras de São Paulo, realizados no Senac Lapa Scipião.

CineMagia

O documentário narra o surgimento das videolocadoras de São Paulo, com entrevistas de donos de videoclubes, locadoras, empresários do ramo de distribuidoras de filmes, clientes e críticos. O que positivamente me surpreendeu ainda mais é o fato do documentário não possuir o clima de ascensão e queda dos negócios, devido à chegada de grandes lojas (como a BlockBuster), pirataria e serviços online de compras de filmes, a Netflix e companhia.

Como colecionador frenético de filmes em formato VHS, me entristecia toda perda de exibição, desde a sua estreia em novembro de 2017. Até que tive o convite através de uma conversa de trocas de fitas, com o diretor e idealizador do projeto, Alan Oliveira.

Data reservada. Nem mesmo o dilúvio foi páreo!

Um estudo maravilhoso, rico em detalhes e que narra o início desse ramo amador e artesanal até tornar-se uma verdadeira potência, dando a possibilidade de qualquer pessoa assistir na própria sala de casa o que antes era visto apenas no cinema. Das fitas copiadas às fitas seladas, das inovações dos selos com criação das “chapinhas” de sinopse, os logos e vinhetas de distribuidoras, além das capas e curiosidades sobre filmes.


Da transformação do VHS para o DVD. Uma mídia moderna e promissora por ter sido introduzida pela Sony como “impossível de ser pirateada”. Sim, acredite! Até a chegada do Blueray.

Êxtase total ao ver o meu filme predileto na tela, “Evil Dead – A morte do Demônio”, sendo tratado como ele merece: uma joia rara. E não é que acharam até a responsável por trazê-lo em VHS ao Brasil! Surreal, cara!

Diretor Alan Oliveira, Erica Angelim e eu

Para quem não pode assistir o documentário, uma dica: já é possível alugar ou comprar o documentário “CineMagia” online (plataformas iTunesStore no link http://bit.ly/cinemitunes e Google Play! no http://bit.ly/cinemgplay e o lançamento oficial em DVD e VHS (Sim, em VHS) acontece em Abril.

Já separei um espaço na prateleira.

“CineMagia: a história das videolocadoras de São Paulo”: Nota 10/10

Cinema em casa é magia!

Viva à resistência!

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