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Intolerância nas redes sociais

Vivemos dias de intensa comunicação pelas plataformas digitais, seja por sites, blogs ou, principalmente, pelas redes sociais.
Tempos em que a produção de conteúdo está democraticamente aberta a todas as pessoas, oportunizando suas informações e opiniões.
Muitas vezes, a dinâmica e a velocidade em que se vê, lê ou se interpreta um conteúdo é tão grande que pouco se processa as informações ou mensagens ali descritas. O “feedback” é automático e muitas vezes, o debate de idéias e pensamentos é esquecido.
Foi o caso da minha coluna de ontem, “O Mimimi do Museu”, elaborada com um viés irônico e com o objetivo de choque, utilizando o tema do incêndio no Museu da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. A idéia central era impactar para debater e provar o quanto se fala do assunto de forma superficial nas redes sociais. E o quanto a grande massa da nossa população escreve e opina sobre o tema, porém ainda não se preocupa com realizar ações efetivas em prol de uma melhor realidade da manutenção da nossa história, cultura e melhoria de tantas coisas no nosso Brasil.
Essa coluna e as outras já escritas aqui não tem como objetivo debater ideologias políticas ou lados A ou B da já tão dividida população brasileira. Apenas fomentar o pensamento de que forma debatemos alguns assuntos nas plataformas digitais e como criamos opiniões que não podem ser afrontadas e nos tornamos intolerantes quanto a uma opinião divergente da nossa.
Mas quantos de nós realmente refletimos e nos preocupamos mesmo com a nossa cultura? Já visitamos o museu da nossa cidade? Cuidamos para que nossa cultura seja valorizada? Ou apenas nos manifestamos quando o estrago já foi feito? Basta olharmos a nossa volta e vermos o quanto somos ineficientes em tantos outros assuntos , mas não agimos.
Com todo o choque e repercussão que a coluna causou, o Clube dos Caras democraticamente ouviu as opiniões e o debate de idéias. Recebeu inúmeros comentários ontem e hoje. E soube responsavelmente aceitá-los, mesmo ao mais agressivos e ofensivos. Não houve mudança de texto como foi falado por algumas pessoas, e nem da idéia central do seu conteúdo, que era a de fomentar, através de um ironia, a reflexão das pessoas e suas reações. E respeitamos todas elas.
E quando cito que o Museu do Louvre é mais visitado por brasileiros que os nossos museus aqui no Brasil, isso é uma triste realidade! Será que não devemos lutar para mudar isso?
Agora pense no íntimo da sua consciência se essa nossa forma de chocar não foi um jeito de mostrar algumas faces dessa situação, tão triste do incêndio a um dos maiores patrimônios históricos da humanidade.
A grande indagação a ser feita é: maior parte das pessoas tem agido para que isso não seja mais tema de lamentações? Agem ou só se manifestam quando algo viraliza na internet?
E as reações quanto a uma opinião divergente? Elas tem sido democraticamente debatidas ou há uma imposição de idéias baseado apenas numa forma individual de pensamento?
Somos aquilos que pensamos e o que somos capazes de ouvir, discernir e manifestar.
Agradeço aos que se manifestaram, pró e contra a coluna, pois podemos interagir e entender como funciona esse debate atualmente nas redes sociais.
E olha, juro que nem vou ficar chateado com aqueles que passaram do ponto e me ofenderam. Afinal aqui é o espaço de também se debater idéias, ouvir e respeitar as opiniões diferentes.
Aqui é o Clube dos Caras!

 

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