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Um caipira no pedaço

Mudei! Tchau Terra da Uva! Bom dia, Terra da Garoa. Saí de Jundiaí e cheguei em São Paulo, a cidade das oportunidades.

Nascido em Jundiaí, interior de São Paulo, vinha a capital poucas vezes no ano. Aquele conformismo do interior fazia olhar “a cidade gigantesca” com ar um negativo. Trânsito? Poluição? Seria egoísmo?

Sim, egoísmo! Mas de minha parte. O coração do país trabalha dia e noite e como tudo em excesso, há problemas, óbvio!

E essa cultura de correr contra o tempo faz com que minha admiração pelo povo paulistano cresça a cada dia. Não quero falar sobre a eficiência ou ineficiência do trasporte público, mas a batalha do seu lugar ao Sol.  Aquele vai e vem de milhares de automóveis, motocicletas, ônibus e caminhões por quilômetros…

A noite se transforma em dia com grandes e vivas avenidas iluminadas, trabalho e serviço. Aqui, o dia é mais longo!

Não esqueço da vez em que trabalhei em uma agência e tínhamos uma funcionária paulistana na equipe. Em nosso primeiro dia de trabalho juntos, fechamos o notebook no nosso horário de saída, 18 horas. Dias após, ela em tom de brincadeira perguntou sobre o “toque de recolher jundiaiense”. “Ele é às 18 horas, né? Me parece que a cidade toda é assim, não vejo luzes acesas em prédios e escritório após esse horário”.

E ela tem razão! Claro, temos exceções com turnos e equipes, inclusive, noturnos.

Cuspir no prato que comi? Muito pelo contrário! Amo a minha cidade natal e acredito que por mais que ela cresça, aquele espírito de interior que dá “bom dia” ao desconhecido, que oferece copo d’água, senta em frente a casa e pergunta da família, jamais morrerá! E isso é bom.

Só quero ressaltar a diferença social, cultural e comportamental nesses 47 quilômetros que separam Jundiaí a São Paulo (capital).

Museu “Solar do Barão”, centro de Jundiaí

Dizem que o meu sotaque é engraçado, as nossas gírias então…

Já tive que explicar o significado de Cata Ovo a Pirriu. Já pedi um “colante” numa barraca e o vendedor bugou! “Ele quer dizer adesivo”, completou minha namorada.

Vivendo aqui, na capital, mas com um pé no interior sem perder as raízes. Esse é o país que eu quero, quero dizer, a vida que quero!

 

 

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