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A Boa e Velha Cachaça Mineira

Não sou um profundo conhecedor de bebidas alcoolicas, nem mesmo um consumidor assíduo das mesmas. Posso dizer bebo de tudo um pouco (bem pouco mesmo) e só socialmente, como dizem.

Normalmente prefiro uma boa cerveja ou chopp artesanal, sempre tricando de gelados. Vinhos quando em algum jantar na casa de amigos. E entre os destilados prefiro os drinks à base de gin, quando em festas ou alguma balada (cada vez mais raras na minha programação).

Nunca tive uma boa relação com a cachaça. Se ela não vem acompanhada de gelo, limão e açúcar, nunca chega a ser uma opção. Talvez por um certo preconceito mas provavelmente por não conhecer aquelas que são boas de fato. E olha que já morei em Paraty, cidade famosa por produzir boas cachaças.

 

Recentemente fui à Tiradentes, em uma expedição com amigos, para o Festival Gastronômico que lá aconteceu na última quinzena de setembro. E estando em Tiradentes, uma visita a Bichinho (distrito da vizinha cidade de Prados) é quase obrigatória.

Bichinho é famosa pela concentração de artistas e artesãos, que se formou a partir dos anos 90 com a implantação da famosa Oficina de Agosto. Hoje o pequeno vilarejo encrustrado nas montanhas de Minas é um importante pólo turístico e cultural.

No caminho para Bichinho fomos obrigados a fazer uma parada em um alambique, para atender um dos membros do grupo, a querida amiga Adriana Bellão, arquiteta, designer de interiores e profunda conhecedora de cachaça. Filha de usineiros, Adriana cresceu em alambiques e sabe tudo sobre a bebida.

O alambique onde ela nos fez parar é o Mazuma Mineira. Fui conquistado já pelo nome: Mazuma é a pronúncia de “mais uma” com um sotaque mineiro aveludado por algumas doses de água ardente. Achei genial. Depois veio a instalação. Um casarão típico do colonial mineiro cercado por um jardim que remete às paisagens do sul da França.

A visita se estendeu para o lugar onde os tonéis ficam armazenados para envelhecimento da cachaça – processo de pode levar de 3 a 8 meses. E já que lá estávamos, por que não participar de uma degustação dos 9 tipos diferentes de cachaças ali produzidas?

Foi uma verdadeira aula de como degustar uma boa cachaça. Aprendi que o correto é deixar a bebida na boca por pelo menos 30 segundos antes de engolir. Isso faz que a bebida desça de forma suave (sem aquela sensação de pirofagia) acentuando o gosto de cada uma delas.

Além do sabor e do perfume, cada tipo da Cachaça Mazuma tem um cor específica evidenciada nas elegantes garrafas transparentes onde a libélua, logo da marca, aparece impressa. A região de Bichinho é também conhecida por possuir maior variedade de libélulas do mundo.

Se você for à Tiradentes, não deixe de visitar a Mazuma Mineira e fazer a degustação. Mesmo que, como eu você não seja um grande apreciador de cachaça. Acredite, você vai rever seus conceitos sobre essa bebida tão brasileira.

 

https://www.mazuma.com.br/

 

Sobre Marco Antonio Andre

Marco Antonio Andre
Publicitário e Produtor de Conteúdo, especializado em Artes, Cultura, Design, Arquitetura, Decoração e Veganismo.

2 comentários

  1. Avatar

    Cachaça? Aprecio sim, com moderação independente da quantidade. Brincadeira a parte, cachaça pra mim é coisa séria, apesar de não ser colecionador e nem expert. Gosto, uma dosinha todo dia, ou duas, “uma antes do armoço, uma antes da janta”… e aos finais de semana, sempre antes da cervejinha. Belo artigo Marco, uma boa cachaça sempre virá acompanhada de uma boa história. E bota mazuma aí…

    • Avatar

      Verdade Jorge. Cachaça é coisa séria. E uma boa cachaça sempre traz uma boa história. Quando tiver a oportunidade, experimente a Mazuma. Essa conseguiu me converter em um apreciador da mais brasileira das bebidas.

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