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Onde foi parar a fotografia?

Minha estréia aqui não poderia ser sobre um tema diferente do que move minha paixão, a fotografia! E tudo que envolve de certa maneira o mundo das imagens.
Meu nome é Alexandre, mas me forcei a ser conhecido como Ale, e apesar de gostar de inúmeras coisas, como  aventuras, viagens, gastronomia, cultura, alguns esportes radicais e até mesmo do mercado financeiro, eu gosto mesmo é de fotografar e filmar. Transformar de alguma maneira o que eu vejo de modo particular nas coisas, pessoas, objetos, a vida em si.
A alma do que eu enxergo é sempre ou quase sempre entre contrastes e na maioria das vezes na subjetividade da saturação ou da falta dela. Eu gosto de ver as coisas em preto e branco, pra poder ativar nosso imaginário. Talvez eu seja muito da escola antiga, das referências históricas das imagens, meio Old Scholl  mas totalmente Old Is Coll. Mas enfim, onde foi para a fotografia? Cade o romantismo da arte? Excelentes fotógrafos sumiram do mercado e milhares de novos surgiram devido a tecnologia digital, a facilidade de se fotografar com outros dispositivos como celulares, tablets e etc.
Por um breve tempo da minha vida eu achei que tudo estaria acabado, que a fotografia já não tinha a mesma alma de antigamente, mas parando para pensar, o mundo digital é lindo e com ele surgiram milhares de novas maneiras de trabalhar a imagem, produzir, tratar e postar, deixando público, quase que instantaneamente sua ideia. Isso porque venho de uma geração que fotografava com película.
Temos que pensar que quem fotografa é nosso cérebro e o dispositivo que registra a imagem é somente uma ferramenta de trabalho. O exercício esta em nosso olhar e na maneira como nós vemos as coisas, as situações, as pessoas, as paisagens. Como  imprimimos nossa identidade na imagem, cada um tem sua maneira peculiar de ver as coisas, de sentir o mundo e acho que esse que é o grande “barato”da coisa toda. A velocidade da informação hoje em dia é surreal, você produz alguma coisa agora e ela já pode ser acessada do outro lado do mundo e com um Feedback realtime.
A fotografia não foi parar em lugar nenhum, o que ficou parado, foram nossas cabeças em não aceitar o novo. Aceitando o novo, eu me descobri fazendo uma coisa que eu amo, que é filmar, e por um longo período da minha vida eu sempre sonhei com cinema e produzir áudio visual, vídeo clipes, campanhas, filmes autorais. Tudo isso graças a era digital, que aproximou de uma maneira tão significativa o acesso a equipamentos de filmagem e reduziu seus custos. Existem excelentes filmes produzidos só com tecnologia de SmartPhone, basta ter uma ideia legal, chamar uma galera que gosta de produzir, e rodar!
Eu comecei a fotografar profissionalmente em 1997, num estúdio de fotografia publicitária. Trabalhar em um estúdio de fotografia publicitária é igual trabalhar num restaurante 3 estrelas Michelin, ou você acerta ou acertam você (o cliente). Em 96 o digital era embrionário, a fotografia profissional era no filme e a fotografia publicitária era feita em filmes e chapas fotográficas maiores , tipo 8×10 pol e 120mm entre outros suportes, pois a publicidade é exigente igual ao cliente do 3 estrelas, quer perfeito, e perfeito é perfeito, sem mais!
Então imagine como é o trabalho, o laboratório era dentro do estúdio, a provinha de luz era feita na polaroid, que hoje é a telinha da sua camera digital ou a tela do seu SmartPhone, clicou viu! Depois ia para ao lab. revelar o filme, mandar pro scanner para virar um arquivo digital e depois ser tratado…aff. WHATTA LONG PROCESS! Mas era lindo!
E hoje, eu acho até mais lindo, clicou, viu, tratou no app do aparelho , subiu na rede social, mandou pro amigo, pro editor, pra quem quiser. Ah, mas dai vem os críticos de plantão torcendo o nariz, dizendo que a a fotografia foi banalizada, talvez o faturamento tenha caído, mas não a fotografia, ela esta decolando, estamos sob uma chuva de imagens do mundo todo, boas e ruins e muitas vezes de lugares que não temos um acesso fácil. A  Luisa Dorr ( https://www.instagram.com/luisadorr ) fotografou a capa da Times só com o celular, acho que podemos parar de mimimi por aqui!
Vou terminar meu textinho com uma case(zinho), um Job que fui convidado para fazer de turismo. Lugar lindo, paisagens alucinantes, um sonho! tanto em conteúdo quanto e poder estar no lugar presente, com meu corpo , alma e mente. Mas eu só disse que ia se eu fosse fotografar de Smartphone , e levar um drone. Queria sentir a velocidade da coisa, de clicar, usar um app de tratamento, subir numa rede, ver o feedback real time, foi ANIMAL! Mas…, antes de ser crucificado, ainda uma jogo de lentes boas, uma câmera legal e uma boa edição ainda são essenciais em muitos trabalhos.
Meu nome é Ale Saraiva
Você me encontra no Google, mas se tiver com preguiça.
e meus filmes www.macchinaria.com
Me mandem sugestões do que podemos falar aqui nesse canal.
Haters são bem vindos também…rs!

Sobre Ale Saraiva

Ale Saraiva

4 comentários

  1. Avatar
    Aloisio L Christiansen

    Belo texto !!! Abs

  2. Avatar
    Thiago Ferragut de Almeida Passos

    Boa visão e mensagem, Alê! Belo texto!

  3. alexandre saraiva

    Valeu Thi..semana que vem tem mais.

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