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BAÚ DE MEMÓRIAS

Acho que, assim como aconteceu comigo, deve ter acontecido  com muitos fotógrafos, profissionais ou amadores, amantes ou simpatizantes.  O que realmente me motivou a amar apertar aquele botãozinho mágico, foi ter nas mãos o poder da instantaneidade, de eternizar aquele momento, seja ele qual tenha sido, de uma viagem incrível, de um momento com seus amigos, com sua família, o retrato daquele sorriso, as últimos almoços de domingo na casa do avós, o nascimento de um filho, um cena de aniversário, aquela festa inesquecível, a turma do colégio, a primeira viagem da escola e muitos outros momentos.


Paris/1998

A fotografia nos traz quase sempre momentos de nostalgia, de coisas que ficaram no passado, que muitas vezes nao queríamos mais lembrar, mas que estão lá, guardadas no fundo de algum baú, no fundo do armário, naquela caixinha de cartas ou em algum belo álbum na mesa da sua sala. Acho que não me lembro de ter visto uma foto guardada e não ter sentido o passado presente naquele momento. SAUDADES.


Caminho Inca/Peru- 1996

Saudades, palavra que em algumas línguas não tem nem uma tradução exata, mas é companheira fiel de uma fotografia, sua tradução emocional. Repetindo um pouco do que eu escrevi no meu primeiro post, a fotografia na era digital ficou um pouco banalizada, hoje eu dia se tira muito mais fotos do que antigamente, as pessoas estão munidas de dispositivos poderosíssimo mas o produto final, muitas vezes é esquecido dentro de um chip de memória ou de uma nuvem virtual que nao é mais visitada com é visitado aquele pauzinho de madeira, ou aquela caixa de vinho de madeira que virou seu tesouro de recordações.

Channel Paris/2011

Acredito que quando você transporta sua imagem para o papel, nesse momento ela ganhou um corpo, ela foi de certa maneira eternizada no papel e enquanto ele existir, a fotografia vai ganhar força na memória de quem vê essa imagem, ela é palpável e tudo que é palpável  cria uma certa conexão entre o imaginativo e o real. Diferente do que acontece hoje em dia no simples deslizar dos dedos na tela do celular, automático, frio.
Achar aquela fotografia guardada, segurá-la, sentir a textura do papel, o cheiro de guardado, olhar a imagem, fechar os olhos e sentir. Deixar sua memória te transportar para aquele momento.


Patagônia Chilena/2008

Meu nome é Ale Saraiva
Você me encontra no Google, mas se tiver com preguiça.
e meus filmes www.macchinaria.com
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Sobre Ale Saraiva

Ale Saraiva

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Foto: getty Images

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